O cinema de Paul Thomas Anderson.

Na década de 90, tivemos uma revolução cinematográfica nos Estados Unidos, apareceu um grupo de diretores e produtores chamados de “cineastas de VCR”. Que conseguiram aprender a profissão, não na escola ou faculdade de cinema, mas sim por assistir um grande numero de filmes de sortidos estilos. Tendo varias referências e técnicas, que são tidas como únicas, de bem mais liberdade e facilidade com os assuntos a serem tratados.
Nomes como Quenti Tarantino, Robert Rodrigues, Paul Thomas Anderson, Kevin Smith são exemplos claros de talento e competência, provando que com paixão e a vontade sobre determinadas coisas, você pode realizá-las sem precisar ter um “diploma”, para dizer que é do ofício.
Hoje vou comentar sobre um dos mais brilhantes diretores da história do cinema moderno, que esta situado nesse meio do VCR. Estou falando do incomparável, Paul Thomas Anderson! Que com apenas cinco filmes, tornou-se por muitos, um gênio do seu gênero.
Americano, filho de um grande narrador no meio do áudio visual, Anderson que desde pequeno demonstrou paixão sobre a sétima arte, e sabia que aquilo seria sua vida. Começou com um curta-metragem chamado “Cigarettes and Coffee”, que foi muito bem recebido no Festival de Sundence. Através do sucesso e prêmios desse evento, conseguiu reunir recursos e buscar patrocínios para realizar seu primeiro longa.
Filme esse chamado de “Jogada de Risco” (1996), que contou com um ótimo elenco, pra um diretor que estava fazendo seu primeiro trabalho. Dentre eles, Gwyneth Paltrow, Samuel L. Jackson e Phillip Saymour Hoffman, atuaram brilhantemente em uma trama totalmente humana, que mostra a história de um jogador mal sucedido. Ao encontra um velho homem de cassino, que o ensina truques e tramóias para vencer. Fazendo com que ele seja reconhecido pela sociedade desse meio. Mas tarde ele se envolve com péssimas amizades e tem sua reputação outra vez abalada. Já vemos ali o estilo único que Paul tem, de mostrar a personalidade de cada personagem que esta sendo apresentado, sempre apostando na dinâmica humana.
Revelado para boa parte dos bons apreciadores de cinema, mas ainda pouco conhecido pelo mundo, Paul decide fazer o seu segundo filme, “Boogie Nights” (1997). Muito esperado e aguardado por vários críticos, o filme surpreende e prime a expectativa do público. Retratando a vida de produtores da indústria pornô. Como é a vida deles, como agem, o meio em que vivem e as coisas que realizam. O filme contou com outro grande elenco, montado por Mark Wallberg, Burt Reynolds e Juliane Moore, que tiveram a liberdade pra expressarem o que sentiam. Recebendo ate indicações ao Oscar em determinadas categorias, incluindo de melhor roteiro original.
Algum tempo depois, Paul Thomas Anderson achou que precisa se firmar na história do cinema e fazer com que as pessoas ficassem abismado com seu talento genioso. Com praticamente a base do elenco de Boogie Nights, ele faz o filme que pra muitos especialistas de cinema e psicologia, estão na lista Top 10 de melhores obras da história. “Magnólia” (1999) é famoso por abordar vários temas como Homossexualidade, abandono de crianças, drogas e barbaridades da vida humana. Com a soma de Tom Cruise no elenco, o filme ganha um público amais, e tenta fazer a junção das vidas de nove personagens diferentes, que estão para serem cruzadas pelo próprio destino.
A próxima película de Paul trata-se de um Humor Negro. Isso mesmo, ele dar a o ator Adam Sandler a oportunidade de mostrar um lado nunca visto antes na sua carreira. Na virada do século é lançado “Embriagado de Amor” (2002), um filme que mostra a vida de um pequeno empresário mal sucedido, que tem problemas nervosos, e gosta de se isolar de varias situações. Sem motivação na vida ele liga pra um tipo de Disck Sexy e se envolve num golpe dado pela moça do próprio programa. Falando desse jeito parece que o filme é uma loucura por si só não? Mas ele consegue mais uma vez impressionar os cinéfilos com sua técnica humana na temática total.
Depois desse filme ele deu uma parada no cinema e rumou pro lado musical, produzindo vários clipes e fazendo algumas coisas entre amigos. Detalhe que ele mesmo dirigiu o clipe da sua então esposa Fiona Apple com a música, “Paper Bag”.
Só que em 2006, ele resolve fazer uma adaptação do livro, de um lendário escritor chamado Upton Sincler. O filme fala sobre o lado podre dos homens que conseguem com muito esforço tornarem-se petroleiros, e comprarem varias propriedades por preços ridículos de terras que valeriam verdadeiras fortunas. Ao lado do talentoso Daniel Day-Lewis, faz a sua mais poderosa e milionária obra, “Sangue Negro” (2007). Conseguindo alcançar vários prêmios e dando a Daniel o tão esperado Oscar de melhor ator principal. O filme é simplesmente inesquecível, cético, duro, um jeito rústico de fazer cinema.
Pra mim Paul Thomas Anderson com apenas cinco longas, esta a altura de qualquer cineasta contemporâneo, encaixando-se como gênio do cinema. Ele consegue atingir em mim, tudo que é preciso para entender a vida e tentar segui-la do jeito real que ela é. Cheia de situações cômicas, maliciosas e ate bizarras.